domingo, 29 de setembro de 2013

Quando a religião mata inocentes.

Grupo radical invade shopping center lotado em Nairóbi, capital do Quênia, e causa pânico, horror e destruição



Quando aqueles carros pararam em pontos estratégicos do estacionamento do Westgate Shopping Mall, em Nairobi, no Quênia, o lugar estava mais agitado do que o normal. Era sábado e uma multidão tinha decidido que aquela seria uma boa diversão para uma tarde em família. No entanto, mais de dez homens armados desceram dos automóveis para transformar a tarde do dia 21 de setembro no início de um pesadelo.
Nabagesera Rajib, de 18 anos, estava em um restaurante no shopping com as amigas e em seguida iriam ao cinema. De repente, viu pessoas correndo e gritando e não entendeu o que estava acontecendo. “Não tinha percebido nada até aquele momento. Os terroristas não deram sinal nenhum, simplesmente começaram a disparar indiscriminadamente.”  
Então ouviu alguém gritar para correr, pois o shopping estava sendo atacado. Assustada, obedeceu. Foi assim que conseguiu escapar do atentado que, até o fechamento desta edição, tinha deixado mais de 170 pessoas feridas, 70 mortos e mais de 60 desaparecidos. Centenas de outros, felizmente, conseguiram escapar. Os terroristas também mantiveram dezenas de reféns dentro do shopping durante os dias que se seguiram.
O grupo islâmico Al-Shabab, que teria ligações com a Al-Qaeda, assumiu a autoria do atentado. Desde 2011, quando tropas quenianas foram enviadas à Somália para combater o Al-Shabab, atentados terroristas no Quênia têm sido comuns. Como o país é de maioria cristã e o grupo é fundamentalista islâmico, a questão religiosa tornou-se um dos focos centrais do conflito.
O ataque ao shopping foi divulgado como sendo uma vingança pela entrada do exército do Quênia na Somália, no entanto, segundo o jornal The Observer divulgou, testemunhas afirmam que os terroristas deixaram claro que o alvo eram os não muçulmanos, mostrando a motivação religiosa por trás do ataque.

Em uma cena semelhante a como os cristãos descrevem o fim dos tempos, Joshua Hakim fez sua escolha no segundo andar do shopping quando os terroristas pediram que os reféns muçulmanos se identificassem e saíssem. Cobrindo com o polegar a palavra “cristão” em seu cartão de identidade, Joshua se aproximou de um dos terroristas e foi liberado.
Antes de sair, porém, viu um deles perguntar o nome da mãe de Maomé a outro refém que se identificou como muçulmano.  Como o rapaz não respondeu, foi fuzilado. O simples fato de não saber o nome da mãe de Maomé (ou estar suficientemente em choque para não conseguir responder) o condenou à morte, sem que os autores do assassinato entendessem que não havia sentido nesse tipo de critério. Pelo contrário, certamente acreditavam estar cumprindo a vontade de Deus.
No dia seguinte, um atentado suicida de clara motivação religiosa ocorreu em uma igreja na cidade de Peshawar, no Paquistão, país de maioria islâmica. Quando centenas de pessoas deixavam a igreja, após o término das atividades de domingo, homens-bomba detonaram os explosivos, matando mais de 60 pessoas e deixando mais de uma centena de feridos, segundo as autoridades locais. Até o fechamento desta edição, nenhum grupo havia assumido a autoria do atentado.
Os ataques daquele final de semana trouxeram a público o que acontece em diversos países cujos governos não conseguem controlar atos extremistas de fundo religioso. O site de notícias Christianity Today divulgou que o mesmo grupo que assumiu o atentado no Quênia, Al-Shabab, estava recrutando jovens ex-cristãos em outras cidades do país, para se infiltrarem em suas igrejas de origem e protagonizarem ataques terroristas com granadas, semelhantes ao registrado no shopping de Nairobi. Os casos motivaram pastores a pedir ajuda ao governo local, porém, continuam a acontecer.
“Nairobi é uma cidade que tem por volta de 4 milhões de pessoas, e onde há mistura de religiões, sendo que o cristianismo é predominante no país. Não é comum na capital se ver muitos conflitos entre as religiões, isso costuma acontecer mais nas cidades menores, mas em casos de ataques terroristas (aconteceram vários no ano passado e este ano, porém, de menor escala), começam as divisões entre cristãos e muçulmanos”, conta o pastor Almiro Sulemane, responsável pelo trabalho da Universal em Nairobi.

Ao ver esse tipo de notícia nos jornais, é fácil se perguntar qual é o problema com os muçulmanos ou direcionar a eles os canhões das críticas. A questão está, em parte, no espaço que os extremistas acabam encontrando em países que toleram a mistura entre religião e Estado. A raiz do problema, no entanto, é a forma de muitos encararem a religião.
O pastor Almiro relata, por exemplo, que a maior oposição à Universal no Quênia não vem dos muçulmanos: “O maior preconceito que sofremos aqui é dos próprios cristãos, que rotularam a Igreja, por muitos anos, de satanista.” O rótulo dado de maneira arbitrária, baseado na interpretação que esses cristãos fizeram do trabalho da Universal, mostra que o problema não está na nomenclatura da religião, mas na cabeça de quem se entrega a uma religiosidade cega.
A Sharia, código de leis do islamismo, defende que quem abandona o islã deve receber a pena de morte. Como existem várias interpretações dessas leis, fundamentalistas sentem-se livres para implementá-las conforme as entendem. Qual é a justificativa para o assassinato de dezenas de crianças que sequer sabem qual a diferença entre uma religião e outra? Qual é a validade de aplicar a pena de morte a dezenas de pessoas em uma igreja, uma escola ou um shopping?
Ao contrário do que muitos possam pensar, a única maneira de eliminar essa ameaça não é matar os terroristas, pois enquanto houver esse tipo de pensamento distorcido, que faz com que uma religião se transforme em licença para matar, haverá terroristas, gerados por esse pensamento. 
Pessoas que amam tanto a sua religião a ponto de tomar atitudes que fazem o mundo voltar-se contra ela não parecem compreender a incoerência desse comportamento. E talvez não pensem o suficiente para entender a monstruosidade do que têm feito, por acreditarem, cegamente, que as leis em que se apoiam lhes dão o direito de tirar a vida de outras pessoas. Vítimas que não têm nada a ver com essa guerra criada por mentes que dividem a humanidade entre “fiéis” e “infiéis”.
Quando pensamentos religiosos são impostos sem questionamento, podem causar tragédias de diferentes proporções. A religião, que deveria ser uma forma de conectar o homem a Deus, acaba sendo usada para desconectá-lo não somente de Deus como também dos outros homens.



UNIVERSAL SOCIAL
NA FUNDAÇÃO CASA.



O evento na Fundação Casa de Parada de Taipas começou assim: As senhoras que fazem parte do Grupo AMC, começam a fazer a montagem com todo carinho e amor de tudo que for necessário para dar o melhor para as internas.










As 57 meninas foram recebidas com uma flor no cabelo. Variadas cores contribuiram para alegrar o espaço e as mulheres voluntarias da AMC participaram com muita alegria e sorrisos.









As meninas foram presenteadas com um anel de uma história narrada pela senhora Rosana que é a presidente da AMC e as senhoras que fazem parte do grupo. “O Velho Rei Sábio”. Em toda e qualquer dificuldade existe uma chance de abraçar uma oportunidade muito melhor, pois existe sobre o dia um Céu que está em todo lugar em cima da nossa cabeça e Deus jamais se esqueçe dos que o buscam e mudam de atitudes ruins.





O anel foleado dizia: “TUDO PASSA”, e seguro elas tambem abraçará essa oportunidade e buscará refazer a sua vida quando estiver livre para recomeçar











cantora Isis Regina cantou junto com grupo da AMC e as internas.





A Banda GERD parceira da AMC alegrou ainda muito mais o evento foi uma animação completa.














Uma mesa farta e diversificada de salgados e doces. Foram distribuido para as internas funcionários da casa.














Foram distribuido também kites de maquiagem para as internas.


Uma canja de fotos a pedido das internas.





A Oração que é a parte mais essencial desse momento finaliza com as voluntárias que adotaram o ombro, as mãos deixando assim a paz necessaria de um local que nos recebe com muito carinho e gratidão

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