domingo, 30 de junho de 2013

O gigante acordou... mesmo?

Onda de protestos acontece em todo o Brasil, às vésperas de um ano eleitoral. Resta saber se o povo saberá escolher bem seus representantes em 2014



Desde que começaram, os protestos em todo País pareciam não ter mais fim. O movimento teve início na cidade de São Paulo, lutando contra o aumento nas tarifas de ônibus, e logo as mobilizações pelas redes sociais ampliaram o clamor de uma população que está cansada de ver tantas injustiças. Em pouco tempo, eram milhares de manifestantes espalhados por diversas cidades do Brasil, com listas de reivindicações.


Vinte e um anos depois do ato que ficou conhecido como “os caras pintadas”, que exigia o impeachment do então presidente Fernando Collor, o movimento atual não tem como alvo um político específico ou partido determinado; a insatisfação é contra a corrupção, contra o atual estado das coisas. Em um determinado momento, chegou a ser definido pelos críticos como “um movimento contra tudo”. Esse despertamento acontece às vésperas de um ano eleitoral, quando os cidadãos terão a oportunidade de, efetivamente, fazer valer o seu maior poder: eleger seus representantes em 2014. “O melhor protesto é votar certo”, declarou Marcos Pereira, presidente nacional do Partido Republicano Brasileiro (PRB). Ele reconhece também que boa parte da população não se sente mais representada pelo governo. “As pessoas querem renovação diante do desgaste da classe política.”


Depois de o Brasil assistir atônito a várias manifestações, muitas capitais tiveram revogados seus aumentos na tarifa de ônibus. Os protestos, porém, não terminaram. A população continuou saindo às ruas. Muitos manifestantes com reivindicações legítimas, de forma pacífica, enquanto outros aproveitavam a multidão para fazer tumulto e vandalismo, em manifestações marcadas por confrontos com policiais e cenas de violência. Fazendo alusão ao Hino Nacional, que descreve o País como “gigante pela própria natureza” e diz que está “deitado eternamente em berço esplêndido”, as redes sociais afirmam que “o gigante despertou”.


No entanto, somente o próximo ano será decisivo para analisar se o gigante realmente despertou. O primeiro sinal de que isso aconteceu será os eleitores não se deixarem levar por qualquer carinha bonita ou discurso simpático de “salvador da pátria”, não se deixar iludir pelas belas imagens das propagandas. O eleitor que realmente despertou vai procurar fazer uma escolha racional de seus representantes, sem se deixar levar por rumores, procurando se informar melhor antes de acreditar em toda notícia alarmista divulgada em período eleitoral. O gigante alerta vai sempre ouvir os dois lados para escolher racionalmente seu candidato, sem engolir qualquer coisa que a mídia, o horário político ou mesmo as redes sociais tentem empurrar goela abaixo.




A socióloga Haydee Roveratti acredita que os jovens não estão tão “por fora” assim de política e crê que as pessoas não estão agindo de repente. “O exame da nossa sociedade vem mostrando que as insatisfações originam reações imediatas ou mais amadurecidas”, declarou. Para Roveratti, o cenário das manifestações também não foi um ambiente para ação de partidos políticos. Se foi, segundo a especialista, não foi bem-sucedido.


Curioso que a questão do transporte público de São Paulo, que motivou o início dos protestos, foi também um dos pontos mais controversos da eleição para prefeito, ano passado. O então candidato Fernando Haddad (PT) prometeu que o Bilhete Único (sistema de cobrança de tarifas para transporte público) seria mensal. Já o adversário do petista nas urnas, Celso Russomanno (PRB), que liderava as pesquisas, pretendia criar a cobrança proporcional da tarifa de ônibus, com teto de R$ 3,00. Isto é, se o usuário percorresse menos, pagaria menos do que R$ 3,00. Haddad, no entanto, distorceu a proposta em seu programa eleitoral, dizendo que Russomanno queria acabar com o Bilhete Único e que o usuário que percorresse uma distância maior pagaria mais. Os eleitores caíram na manobra do petista, que foi eleito ainda no primeiro turno. Na ocasião, a briga eleitoral teve grande repercussão. Russomanno se defendeu dizendo que Haddad “mentia descaradamente” e acusou o petista de “jogar sujo” para desestabilizá-lo e desconstruir sua candidatura.


O reajuste de R$ 0,20 na tarifa de ônibus em São Paulo, autorizada pelo prefeito no início de junho, lançou também um holofote sobre o descumprimento daquela que foi uma de suas mais emblemáticas promessas de campanha: o tal Bilhete Único Mensal, divulgado no horário eleitoral como uma solução para o problema de transporte da capital (por apenas R$ 140 mensais, o cidadão poderia transitar de ônibus por toda a cidade), ficaria mais caro do que a propaganda prometia. Após o aumento da passagem, a população, revoltada, saiu às ruas, incentivando o restante do País a fazer o mesmo. Acuado, Haddad teve de revogar o reajuste.


O governo federal, no entanto, tomou medidas mais drásticas para responder ao clamor popular por ética e melhores condições de vida. No dia 24 de junho, a presidente Dilma Rousseff se reuniu com líderes das principais capitais, governadores e ministros para conversar sobre mudanças. A proposta se resumiu no que ela chamou de cinco pactos. O primeiro se refere à responsabilidade fiscal, com planos que garantam a estabilidade da economia e o controle da inflação, muito exigido nas manifestações pelo País.




O segundo pacto é uma reforma política que amplie a participação popular. Dilma propôs plebiscito que pode trazer importantes mudanças. “Proponho uma nova legislação com penas muito mais severas. Quero neste momento propor um debate sobre a convocação de um plebiscito popular que autorize o funcionamento de um processo constituinte específico para fazer a reforma política que o País tanto necessita”, disse a presidente durante pronunciamento histórico.


O comentarista da Record News, Ricardo Kotscho, escreveu em seu blog no R7: “Se o povo dos monumentais protestos que ocuparam as praças e ruas do País queria retomar sua participação nas grandes decisões nacionais, das quais se sentiu afastado nos últimos anos, nada melhor do que um plebiscito para que este mesmo povo possa escolher as regras do jogo daqui para a frente”, comemorou.


No entanto, se a ideia de um plebiscito for adiante, é necessário que aqueles que saem às ruas emocionalmente hoje, sejam racionais e cautelosos, buscando informações, para fazer uma escolha consciente.


A saúde foi o tema do terceiro pacto, com destaque na intenção de contratação de médicos estrangeiros para atender ao Sistema Único de Saúde (SUS). Dilma deixou claro “à classe médica brasileira que não se trata nem de longe de uma medida hostil ou desrespeitosa aos nossos profissionais. Trata-se de ação emergencial, localizada, tendo em vista a dificuldade que enfrentamos para encontrar médicos em número suficiente ou com disposição para trabalhar nas áreas remotas do País ou nas zonas mais pobres das nossas grandes cidades”.


O quarto pacto lembrou um dos principais estopins para as manifestações: a melhoria do transporte público, com uma proposta de R$ 50 bilhões para investir em mobilidade urbana. Dilma destacou ainda a desoneração fiscal do setor que, segundo ela, garantiu a redução das tarifas de ônibus em 7,23% e a de metrô e dos trens em 13,25%.




Por fim, o quinto pacto teve como tema a educação no âmbito do investimento em ciência e tecnologia e a valorização do professor. Dilma reforçou o que disse em comunicado anterior, que quer destinar royalties do petróleo nesta área. Para a especialista em psicologia social e professora das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU-SP), Mariana Aron, o povo cansou de “sofrer calado” e começa a se manifestar. “Hoje em dia, as pessoas estão brigando simbolicamente todos os dias no tempo que leva para se deslocar em um transporte público ou por causa das condições de seus empregos. E não é por ganância, é por necessidade”, diz.


No entanto, de nada adianta brigar nas redes sociais, quebrar orelhões, depredar prédios públicos e nem mesmo participar de protestos pacíficos, gritando palavras de ordem e levantando cartazes com frases de efeito, se na hora de realmente decidir, na hora do voto, não houver esse mesmo desejo de mudança.


É nas urnas que se faz o protesto inteligente, analisando as propostas racionalmente e fazendo valer o direito de escolha pelo qual os brasileiros tanto lutaram em outro período histórico que levou multidões às ruas: as “Diretas Já”, em 1984.


Ainda que a situação pareça não ter saída, a cada nova eleição existe a chance de escolher certo. A injustiça social no Brasil é histórica e só vai começar a mudar quando houver uma mudança na forma de pensar e de votar. Essa é a maior luta do povo brasileiro, a nossa maior e mais eficaz manifestação.


Dicas para votar certo


Conheça seu candidato


Qual o histórico de vida dentro do grupo que ele representa?


Se ele ainda não teve um mandato, conheça suas ideias, seus propósitos e pelo que se propõe a lutar.


No caso específico do cristão, analise se ele defende os princípios e valores que guiam a vida cristã (fidelidade, honestidade e ética).


Ele pode fazer o que promete?


Procure saber quais as atribuições do cargo ao qual ele concorre. É comum ver candidatos a vereador fazendo promessas cujo cumprimento não caberia a vereadores, por exemplo.


Qual é o passado dele?


Precisa ter ficha limpa e defender as ideias compatíveis com as suas. Lembre-se: você está escolhendo o seu representante, o mínimo que pode exigir é que ele lhe represente.


Depois de eleito, acompanhe seu candidato


Nos sites do Congresso Nacional, das assembleias estaduais e câmaras municipais, é possível encontrar as atividades do político. Por exemplo: como votou em determinado tema, que projetos apresentou e que discursos fez.


Vale a pena cobrar e interagir enviando e-mails com sugestões ou reclamações e verificando qual o tratamento que o político dá a elas.


Nunca se esqueça


Quem vota de forma consciente jamais se esquecerá qual foi o candidato em quem votou.


Fonte: “Política e fé” – Arquivo Folha Universal.

sábado, 29 de junho de 2013

Quando a bela se transforma em fera

Modificar o corpo não ajuda quando quem pede socorro é a alma



O Brasil está em segundo lugar no ranking de países que mais realizam cirurgias plásticas no mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), só em 2012 foram realizadas 300 mil cirurgias estéticas no País. No entanto, o que representa uma busca insaciável pela beleza pode ser o indicativo de que, na verdade, não é a aparência física que precisa ser modificada.


A mulher-gato


Um caso que ficou muito conhecido sobre o excesso de intervenções cirúrgicas é o da socialite americana Jocelyn Wildenstein (foto ao lado), de Nova York, ex-mulher do bilionário e empresário Alec Wildenstein (foto abaixo). A primeira cirurgia plástica aconteceu quando ela suspeitou que o marido pretendia deixá-la. Acreditando que ficaria mais atraente, Jocelyn resolveu moldar o seu rosto baseada nos traços de um gato selvagem, já que o esposo era um admirador de felinos. Mas o plano da socialite falhou. Em 1997, Wildenstein abandonou-a.


Além do abandono, as intervenções cirúrgicas deformaram de maneira irreversível o rosto de Jocelyn, que já fez diversas cirurgias reconstrutivas e gastou milhões de dólares para reparar o estrago, tudo em vão.


Será que a mulher-gato, como ficou conhecida, realmente queria transformar sua aparência em uma aberração ou ela simplesmente estava desesperada para salvar seu casamento a qualquer custo?


Lembre-se de que um casamento focado apenas nas aparências externas não pode, de fato, ter um final feliz.


A mulher-gato deveria saber que o nosso corpo é muito mais do que um pedaço de carne ou um conjunto de células: ele é o templo onde vive nossa alma, e, portanto, deve ser respeitado. Se uma casa está com infiltração, é inútil você pintá-la sem antes consertar o verdadeiro problema. A tinta pode até esconder o problema temporariamente, mas em algum momento não será mais suficiente.


Antes de querer modificar o seu corpo, reflita por um segundo na grandeza e na sabedoria de Deus. Se você acredita nEle, e, portanto, sabe que o ser humano é uma criação divina, por que então você escolheria modificar o que Ele fez?


A Bíblia nos diz que o ser humano é feito à imagem e semelhança de Deus. Um tolo interpretaria isso imaginando um Deus com forma humana. Mas um sábio entenderia que, na realidade, cada um carrega dentro de si um potencial enorme para representar a divindade na Terra. A beleza invisível aos olhos nada mais é do que a expressão de Deus, algo difícil de explicar em um mundo que valoriza cada vez mais apenas prazeres físicos e conceitos estéticos de beleza.


No entanto, se uma pessoa não se preocupa com essas questões espirituais, deveria, ao menos, se preocupar com a própria vida. Quantas mulheres já morreram ou ficaram com graves sequelas por se submeterem a uma cirurgia plástica para fins puramente estéticos?


Será que o risco vale a pena? E, se vale, essa mudança realmente transforma a mulher em uma pessoa mais bonita?


Aparentemente, sim, mas essa beleza logo se mostra vil ao primeiro sinal do tempo. E aí, minha amiga, resta o que a pessoa realmente é.


Tenha sempre em mente esse conceito: é o nosso interior que determina o nosso exterior. E não existe cirurgia plástica no mundo capaz de mudar isso. A mudança precisa vir de dentro para a verdadeira beleza, então, aparecer. Qualquer um é capaz de alcançá-la, sem sequer precisar de bisturi.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Congresso entra em ritmo frenético e derruba até voto secreto para cassação

Congresso entra em ritmo frenético e derruba até voto secreto para cassação

O que há por trás das festas juninas...

Inicialmente realizados pelos adeptos do paganismo, os festejos de junho conservam indícios de feitiçaria






As populares festas juninas envolvem diferentes formas de celebração, de acordo com o país. No Brasil, são voltadas para os personagens bíblicos Pedro e João Batista, tidos como santos, assim como o “canonizado” frade português Antônio de Lisboa, que viveu na virada dos séculos 12 e 13. Aqui, as festas não seguem exatamente os dias voltados para eles nos calendários, mas abrangem os meses de junho e julho. Porém, a devoção aos “santos” perdeu campo, e a temática rural é o maior foco, com vestimentas e comidas típicas do interior.


A origem das festas estaria nas celebrações pagãs do solstício de verão – quando a incidência solar medida a partir da linha do Equador (ou seja, a claridade, o “dia”) é a maior do ano –, simbolicamente o início “oficial” do verão e, portanto, o início da época de plantio. Como o solstício coincide com as datas voltadas aos “santos”, o sincretismo religioso se apoderou da festa com o pretexto de celebrá-los, na Idade Média.


A palavra “junina” remete à deusa pagã Juno, que a Igreja Católica adaptou para “joanina”, relativa a João. Hoje, se fala “junina” por muitos usarem a palavra relativa ao mês de junho.


Por muitos cristãos, as festas são vistas como idólatras, enquanto outros consideram que não se desligaram da origem pagã, sobretudo pelas crendices que remetem à feitiçaria, como as chamadas “simpatias”.


Não só as festas dos “dias de santos” estão no contexto junino. No Brasil, 12 de junho, o Dia dos Namorados, foi instituído na véspera do Dia de Santo Antônio, tido pelos seus adeptos com o “santo casamenteiro” – assim como os namorados do Hemisfério Norte a atrelaram ao dia de São Valentim, 14 de fevereiro. Só que, nem para a Igreja Católica, Valentim é um santo oficial, pois não há dados suficientes para comprovar se sua história é real – a de um bispo que realizava casamentos secretamente em uma época em que eram proibidos pelo imperador romano Cláudio II, no século III. Muitas são as “simpatias” para se conseguir um cônjuge nessas datas. Dessa forma, é compreensível que muitos não separem as festas juninas do paganismo.


Fogo e danças


Ligadas ou não ao catolicismo sincrético, as fogueiras que os pagãos acendiam para a festa do solstício permaneceram em várias culturas, ainda que hoje não tenham mais tanto sentido católico ou pagão para muitos, como a festa do Halloween. As imensas fogueiras da festa de Midsummer (meio-verão) são bastante presentes (principalmente em margens de rios, lagos ou praias oceânicas) no Norte da Europa, em países como Suécia, Noruega, Lituânia, Letônia, Finlândia, Estônia e Dinamarca, da mesma forma que outras nações europeias, a exemplo do Reino Unido, Irlanda, Galícia, Espanha, França, Itália, Malta, Portugal, Polônia, Rússia e Ucrânia. A colonização anglo-saxã levou o costume para países como Estados Unidos, Canadá (onde os festejos se misturam à data máxima da província francófona do Quebec, em 24 de junho) e Austrália.


No solstício de inverno, as pessoas faziam um percurso em grupo, em filas, portando tochas, com as quais acendiam a fogueira – de onde teria vindo o costume das procissões com velas acesas. Para eles, o fogo afugentava os maus espíritos. Daí também teriam vindo as lanternas coloridas de papel.


A Igreja Católica medieval tentou se apoderar das fogueiras usando-as como um símbolo pseudocristão. Criaram a tradição com base em uma lenda em que Isabel, prima de Maria, mandou acender uma fogueira no alto de uma montanha para avisar a mãe de Jesus que engravidara (de João Batista).


Quando os colonizadores portugueses trouxeram os festejos juninos para cá, incluíram a tradição dos fogos de artifício (para “acordar” João Batista) e os balões (que levavam pedidos ao céu). No Brasil, a prática de soltar balões é oficialmente proibida, pelos sérios riscos de incêndio – ainda assim, muitos contrariam a lei e causam desde sérios prejuízos materiais a graves ferimentos, ou até mortes.


As danças, por sua vez, têm origem tanto nas coreografias pagãs, para adorar falsos deuses, quanto na dança de salão francesa quadrille (de onde vem seu equivalente em português, “quadrilha”), uma evolução da antiga contradança – que deriva de danças inglesas de camponeses (mais uma vez a ligação com a lavoura). Como hábitos franceses eram um grande interesse dos portugueses e foram amplamente difundidos na corte brasileira a partir da vinda de D. João VI, a quadrilha se popularizou por aqui, fundindo-se a danças e ritmos brasileiros – na Bahia, ganhou até o espantoso apelido de “Baile Sifilítico”, pela tradição de prostitutas na dança.


A famosa “dança do mastro”, realizada em vários países e com uma variante bem popular na Suécia, tem, para alguns estudiosos, uma conotação fálica (comum a rituais de fertilidade do paganismo), com os dançarinos dando voltas ao redor do objeto.


A comida era distribuída em grande quantidade de propósito, para inspirar a fartura desejada nas lavouras, e muitos estudiosos defendem que parte dela era consagrada às falsas divindades – como ainda hoje é feito por adeptos do ocultismo.


Bruxaria velada


Muita gente conhece uma prática bem estranha da época junina: a de se colocar uma imagem de Santo Antônio de cabeça para baixo (às vezes enterrada ou submersa em água), como que a torturar o personagem até que ele arranje um casamento para o “torturador”.


Outro costume dos antigos pagãos perdurou em algumas regiões brasileiras: o de esfregar cinzas já frias das fogueiras juninas no corpo para a cura de doenças. Muita tradição e nenhuma comprovação científica.


Os adeptos do chamado “neopaganismo” realizam celebrações bem parecidas com as festas pagãs originais, inclusive com a fogueira e as danças.


Perigo espiritual?


As informações acima só mostram que as origens dos festejos hoje tão realizados em paróquias católicas (as chamadas “quermesses”, para angariar fundos) e até mesmo em instituições seculares, como escolas e clubes, mesmo que muitos pensem ser inocentes, não têm origem verdadeiramente cristã, nem mesmo para os católicos. Na ânsia de atrair os pagãos para a “catequização”, a Igreja Romana se apoderou das festas para falsos deuses, já que não conseguia proibi-las. Mesmo que hoje as festas não tenham uma ligação tão explícita com a religião, cabe a cada um pensar sobre o costume.


“E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as.


Porque o que eles fazem em oculto, o só referir é vergonha.


Mas todas as coisas, quando reprovadas pela luz, se tornam manifestas; porque tudo que se manifesta é luz.


Pelo que diz: Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos, e Cristo te iluminará.


Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus.


Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor.”


(Efésios 5:11-17)

quarta-feira, 26 de junho de 2013

STF determina prisão imediata de deputado Natan Donadon

STF determina prisão imediata de deputado Natan Donadon

Sedução perigosa

Com renda fixa e garantida, aposentados são alvos de bancos, financeiras e até de familiares






Em 10 anos, a expectativa média de vida do brasileiro aumentou de 68 para 74 anos. E, com o aumento da população idosa, cresceu também o número de aposentados no Brasil.


Porém, para viver bem e com qualidade, além dos cuidados com a saúde, a chamada terceira idade está se vendo obrigada a se prevenir de outro problema crônico: a perigosa sedução do endividamento.


Levantamento feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) mostra que a maior parte dos inadimplentes é de brasileiros com mais de 65 anos, que acabaram de se aposentar. Esse endividamento, de acordo com especialista, já afeta, inclusive, a economia do País.


Entre os principais fatores apontados para o endividamento estão a falta de informação dos idosos sobre as regras que regem o mercado financeiro e o fato de muitos sustentarem outros membros da família com a aposentadoria.


Outro problema apontado pelo estudo é que muitas pessoas se esquecem de que na velhice os ganhos diminuem, enquanto os gastos com a saúde tendem a aumentar. A falta de planejamento para enfrentar essa nova realidade leva as contas a ficarem sempre no vermelho.


O empréstimo consignado é mais uma armadilha para o endividamento. Com a renda fixa da aposentadoria, os idosos se transformam em presa fácil para as operadoras de crédito e bancos, que veem nos mais velhos uma grande oportunidade para lucrar. A estratégia dessas empresas pode ser vista em qualquer esquina de um grande centro urbano: promotores de vendas vestidos com coletes coloridos oferecem quanto dinheiro o idoso precisar. Seduzidos pela proposta, muitos acabam aceitando pegar dinheiro emprestado com juros altos. Em poucos meses, a dívida cresce e se dilui em vários meses, enquanto as operadoras têm a garantia de resgatar uma parte da aposentadoria do idoso todo mês.


Para evitar o endividamento pessoal e o comprometimento da qualidade de vida do idoso, muitos especialistas defendem a ideia de que sejam criados programas oficiais de educação financeira voltados a todos os segmentos sociais e etários da sociedade – desde crianças até idosos – que ajudem as pessoas a planejar seus orçamentos de acordo com as várias fases da vida. Caso contrário, a “bolha de endividamento” poderá provocar, a médio prazo, um calote generalizado, impactando em muitas empresas com o não pagamento das dívidas contraídas.


Armadilhas que mais endividam idosos


• Empréstimo feito para familiares


• Falta de planejamento das contas


• Maior gasto com saúde


• Empréstimos consignados, que se transformam em bola de neve

terça-feira, 25 de junho de 2013

Eles não são heróis

Muitos dos superdotados nem sequer são reconhecidos, pois são poucos os profissionais preparados para identificá-los. Além disso, sofrem discriminação por "serem diferentes"






Os superdotados não são os heróis das histórias em quadrinhos, que se distinguem das outras pessoas por possuírem poderes especiais. Não é nada disso. Eles não são obrigatoriamente brilhantes em todas as áreas do conhecimento e, ao contrário do que muitos pensam, enfrentam desafios de proporções tão altas quanto as habilidades que possuem.


Com poucas instituições especializadas e uma assistência ainda deficitária no País, muitos deles sequer são identificados. Também não é difícil imaginar quantos talentos são desperdiçados por não possuírem uma estrutura adequada para desenvolver todas as potencialidades que possuem.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que cerca de 5% da população possui altas habilidades e superdotação. No Brasil, segundo o Censo Escolar 2012, existem cerca de 11 mil estudantes com desempenho intelectual acima da média. Mas esse número pode ser bem maior. “As estimativas mais conservadoras indicam que temos cerca de 2,5 milhões de alunos matriculados nas escolas. Se considerarmos a população adulta, podemos afirmar, sem medo de errar, que temos, pelo menos, 9 milhões de brasileiros com altas habilidades”, diz a presidente do Conselho Brasileiro para Superdotação (ConBraSD), Susana Graciela Pérez.


Muitas vezes, comportamentos que caracterizam a superdotação, como curiosidade excessiva, gosto pelo desafio e rápido raciocínio – que contribui para que tenham enorme facilidade de aprendizado –, podem ser confundidos com hiperatividade, déficit de atenção e até mesmo falta de interesse. Durante a fase estudantil, esses alunos podem ser tratados como problemáticos ou indesejá-veis no ambiente escolar e familiar. Eles também podem sentir-se excluídos e a dificuldade de socialização pode ser uma das consequências. É também comum o desinteresse pela escola, por acharem as lições repetitivas e fáceis demais. Por isso, nem todos os superdotados vão bem no colégio, já que podem não prestar atenção nas aulas e terminam vistos como alunos-problema (o físico Albert Einstein, por exemplo, tinha dificuldades na infância ouviu de seu professor de grego que jamais chegaria a ser alguém). Não é raro abandonarem a escola e terem problemas sérios de baixa autoestima, por se sentirem deslocados.


“Essas pessoas não são identificadas porque não há informações e nem formação sobre o tema. Existem muitos mitos e muitos preconceitos que ainda impedem essa identificação”, completa Susana. Entre as características mais comuns, ela destaca a capacidade acima da média, criatividade elevada e alto comprometimento com a tarefa. Reconhecer as altas habilidades é o primeiro passo para pais e educadores conduzirem a educação dos filhos da melhor forma possível.


A facilidade em aprender e a habilidade para o desenho foram estimuladas pela família de Naura Matiussi, de 46 anos, desde cedo. Aos 4 ela já sabia ler e escrever. Durante as aulas de alfabetização, descobriu que conhecia todo o conteúdo. “Fiz uma provinha para avaliar o meu conhecimento e fui transferida para a 1ª série.” Autodidata, Naura tornou-se desenhista. Sempre com ótimas notas no colégio, garantiu bem cedo a aprovação no vestibular para psicologia.


Com a experiência própria e conhecimento de causa, Naura não tardou a perceber que o seu filho, Robson Luiz Matiussi Junior, também apresentava altas habilidades. “Quando ele ainda era bebê eu percebi que tinha capacidade acima da média. Estimulei sempre a fala e o desenvolvimento intelectual, com livros no dia a dia. Quando ele começou a pegar no lápis, percebi que também tinha facilidade para as artes”, contou. Robson também aprendeu a ler e escrever aos 4 anos. Durante a alfabetização, Naura viu a experiência pela qual passou se repetir com o filho. Ele foi adiantado e passou da alfabetização para a 2ª série. Hoje, aos 12, cursa o 9º ano (8ª série) do Ensino Fundamental.


Naura ressalta que, além de estimular os alunos superdotados, é importante fortalecer a autoestima. E essa autoestima pode ser comprometida quando educadores não são devidamente preparados para lidar com esses alunos. Ela percebeu o despreparo em uma das escolas onde o filho estudou. “A professora passou um assunto em sala de aula e ele questionou, falou que o conteúdo não estava correto. A reação dela não foi boa. Fui até a escola e, para a minha surpresa, a professora tinha feito um relatório, dizendo que meu filho atrapalhava a aula, desenhava durante as explicações, entre outras coisas. Ele sempre teve as melhores notas. Percebi que a escola não estava preparada.” Depois do episódio, Naura substituiu a escola do filho. Hoje, estuda em uma instituição que incentiva e estimula as suas capacidades.


Porém, poucos pais são suficientemente atentos e bem informados a ponto de conseguir intervir a tempo. Nos casos em que a criança não é o melhor aluno da sala, os problemas podem ser bem maiores.


“Um dos maiores gargalos nessa área diz respeito às dificuldades do sistema educacional para identificar os alunos superdotados ou talentosos, proporcionando-lhes serviços pedagógicos suplementares e especializados que os motivem a permanecer na escola e a desenvolver plenamente suas habilidades de destaque”, ressaltou o ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella. Ele é autor do projeto de Lei 254/2011, que propõe identificar, atender e cadastrar alunos com superdotação do ensino básico e superior de todo o País, para possibilitar a elaboração de políticas públicas efetivas.


O projeto foi aprovado pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado e deverá ser encaminhado em breve para a Câmara dos Deputados. “O Brasil carece de uma política de estímulo às pessoas com altas habilidades e superdotadas, para não desperdiçar talentos que poderiam contribuir, de maneira significativa, para o desenvolvimento nacional”, afirmou Crivella.


Esse é um grande passo para incentivar as pessoas talentosas e favorecer o reconhecimento de tantas outras no Brasil. Em países como a Espanha existe uma legislação específica para superdotação. Nos Estados Unidos, a maioria dos Estados têm programas que selecionam alunos por meio de testes. Identificados, eles recebem atendimento e estímulos específicos.


Personalidades como norte-americano Bill Gates, um dos fundadores da empresa Microsoft, e artistas como a cantora colombiana Shakira são exemplos de superdotados que souberam explorar as próprias potencialidades.


É importante considerar que o investimento em alunos com altas habilidades contribui para o enriquecimento da sociedade e, consequentemente, para o crescimento do País. Não se pode desperdiçar esses talentos.


Superdotação em diversos segmentos


As altas habilidades podem ser reconhecidas em diversas áreas do conhecimento


• Capacidade Intelectual Geral – Envolve rapidez de pensamento, compreensão e memória elevadas, capacidade de pensamento abstrato, curiosidade intelectual, poder excepcional de observação


• Aptidão Acadêmica Específica – Envolve atenção, concentração, motivação por disciplinas acadêmicas do seu interesse, capacidade de produção acadêmica, alta pontuação em testes acadêmicos e desempenho excepcional na escola


• Pensamento Criativo ou Produtivo – Refere-se à originalidade de pensamento, imaginação, capacidade de resolver problemas de forma diferente e inovadora, capacidade de perceber um tópico de muitas formas diferentes


• Capacidade de Liderança – Refere-se à sensibilidade interpessoal, atitude cooperativa, capacidade de resolver situações sociais complexas, poder de persuasão e de influência no grupo, habilidade de desenvolver uma interação produtiva com os demais


• Talento Especial para Artes – Envolve alto desempenho em artes plásticas, musicais, dramáticas, literárias ou cênicas (por exemplo, facilidade para expressar ideias visualmente; sensibilidade ao ritmo musical; facilidade em usar gestos e expressão facial para comunicar sentimentos)


• Capacidade Psicomotora – Refere-se ao desempenho superior em esportes e atividades físicas, velocidade, agilidade de movimentos, força, resistência, controle e coordenação motora fina e grossa


Altas Habilidades/Superdotação: Encorajando Potenciais (Ministério da Educação)

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Cidadãos do mundo todo estão assustados com espionagem do governo dos Estados Unidos, e situação pode piorar com novas tecnologias

Em um mundo globalizado, com pessoas conectadas por meio das mais avançadas ferramentas tecnológicas, as informações entre todos os seres humanos circulam livremente. No entanto, qual é o risco que a humanidade corre se o poder de monitorar e até de manipular essas informações estiver nas mãos de uma única pessoa? E se essa pessoa tiver acesso ao mundo todo em tempo real, mesmo sem os indivíduos estarem conectados a um telefone ou computador?



“Se você pode controlar a internet, se você pode começar a ajustar o que as pessoas dizem ou interceptar informações, você se torna muito, muito poderoso. É o tipo de poder que, se estiver nas mãos de um governo corrupto, dá a ele a capacidade de se manter no poder para sempre”, arriscou dizer em entrevista ao jornal “The Telegraph” o físico inglês Tim Berners-Lee, um dos criadores da World Wide Web (www) e considerado o pai da internet.


Se a perpetuação no poder for possível com o controle sobre a internet, segundo avaliou o criador da rede mundial de computadores , o mundo agora cobra do presidente Barack Obama uma explicação para a denúncia de que os órgãos responsáveis pela inteligência dos Estados Unidos têm acesso irrestrito todos os dias aos registros de milhões de chamadas telefônicas, seja em ligações domésticas ou internacionais, além de dados dos servidores das principais empresas da internet mundial, dentre elas Microsoft, Yahoo!, Facebook, YouTube, Skype e Apple.


“Não podemos ter 100% de segurança com 100% de privacidade e sem nenhum inconveniente. Quando eu assumi o meu mandato, prometi duas coisas: o respeito à Constituição e a proteção dos cidadãos americanos”, tentou justificar Obama, que ainda alegou, em vão, que o monitoramento era feito com base em dados de telefonemas e não em escutas e também que os cidadãos norte-americanos não eram monitorados, apenas pessoas com risco de ligação ao terrorismo.


As declarações de Obama não convenceram nem mesmo os cidadãos norte-americanos, que em ampla maioria disseram, em pesquisa feita pela Reuters/Ipsos, ser contra a espionagem sem autorização, sendo que mais de um terço dos entrevistados considerou a atividade completamente inaceitável. Para piorar a imagem de Obama diante da revelação feita pelos jornais “The Guardian” e “Washington Post”, de que ligações telefônicas e comunicações via internet de milhões de cidadãos estavam sendo monitoradas, o próprio denunciante, um ex-funcionário do governo norte-americano, foi a público confirmar suas declarações e ainda rebateu a primeira explicação de Obama.




Ex-funcionário da CIA que trabalhava como terceirizado na Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) , Edward Snowden, de 29 anos, abandonou sua vida no Havaí e foi para a China divulgar ao mundo o escândalo de espionagem comandado por Obama, que usou o programa chamado Prism. Edward ainda declarou que, sim, os cidadãos norte-americanos também são vigiados, diferentemente do que disse o presidente.


“A NSA construiu uma infraestrutura que permite interceptar tudo. Com a capacidade que ela tem, a maior parte da comunicação estabelecida entre os seres humanos na rede seria automaticamente registrada, sem que houvesse um alvo, um objetivo para tal. Se eu quisesse ver seus e-mails ou o telefone da sua esposa, tudo o que eu precisaria era usar esses mecanismos de interceptação do Prism. Poderia ter acesso a e-mails, senhas, gravações de telefone, cartões de crédito”, revelou Edward, lembrando que o Prism começou a ser colocado em prática em 2007. Ou seja, tudo que circulou na web desde então pode ter sido visto e até manipulado pelo governo norte-americano, sem contar os dados e as informações obtidos por meio de ligações telefônicas. Além de outros programas, que não são do conhecimento de Edward.


Tecnologias para vigiar os cidadãos de todo o mundo não faltam. E vão além da rede mundial de computadores e dos telefonemas. O acesso aos dados dos cidadãos do mundo permite monitorar os passos de cada ser humano, o que é fácil atualmente com diferentes programas de localização presentes em computadores e também nos smartphones, cada vez mais difundidos pelo mundo.


Além disso, há milhões de câmeras espalhadas pelo mundo, aviões não tripuláveis e satélites artificiais espalhados em órbita da Terra. Há também informações colhidas diariamente em cartões bancários. Os dados dos cartões, com informações sobre tudo que se compra e por onde cada um realiza suas transações, também são armazenados em um chip.


O chip, exigência para passaportes de países que entram nos Estados Unidos, é um circuito eletrônico miniaturizado que armazena todo tipo de dado e também pode ser monitorado à distância. Essa tecnologia é usada de diferentes formas, além do cartão de crédito, e até já foi adotada em uniformes escolares para monitorar a frequência de alunos, diante da possibilidade instantânea de vigilância pelo chip.


Esse microchip já é inclusive anunciado pelo mundo afora como a revolução da tecnologia mundial pela possibilidade de ser implantado de alguma forma ao ser humano, sem a necessidade de uniforme, celular, smartphone, cartão de crédito ou qualquer aparelho que tenha de ser utilizado pelos homens.




A ideia, já desenvolvida por empresas de tecnologia, é colocar os chips nos seres humanos de alguma maneira, seja sob a pele, por meio de pílula e até mesmo em um formato adesivo, semelhante a uma tatuagem, conforme demonstrado pela empresa Motorola durante conferência sobre inovações tecnológicas realizada na Califórnia, no fim de maio. Este chip eliminaria, entre outras coisas, a necessidade de cartões e senhas para compras. Bastaria acioná-lo.


Se os dados expostos em computadores e ligações telefônicas já dão poder a quem tem acesso a essas informações, imagine se alguém conseguir o controle sobre todos os seres humanos. Qual o risco que a humanidade corre se algum dia todos estiverem “chipados”, como tentam induzir os revolucionários da tecnologia, os mesmos que desenvolveram variados equipamentos de monitoramento e que estão entre os que fizeram acordo para permitir o esquema de espionagem comandado pelo governo norte-americano? O esquema de monitoramento mundial está pronto, como demonstrado na denúncia de espionagem comandada por Obama. Quem estiver com o chip, então, poderá facilmente ter todos os passos vigiados.


Essa situação deixa alguns cristãos apreensivos, pois a estrutura para que um governo mundial controlador seja instalado está praticamente pronta. Esse governo, liderado pelo indivíduo identificado como anticristo, está previsto na Bíblia para acontecer nos últimos dias. Além disso, o chip pode ser facilmente associado à marca ou selo da besta, profecia descrita no livro bíblico de Apocalipse. “A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome.” (Apocalipse 13:16-17)


“É óbvio que os atuais ensaios tecnológicos servirão para implantação do império do anticristo, no futuro”, alerta o bispo Edir Macedo, que diz não ter preocupação com o desenvolvimento dos chips, já que o reinado do anticristo só acontecerá depois que a Igreja for arrebatada e o Espírito Santo se retirar do mundo.


“Aqueles que se dizem cristãos e que, na verdade, não têm compromisso com o Senhor Jesus, vão ficar para trás e estarão sujeitos às perseguições implacáveis da besta. Os que agem dessa forma, juntamente com os demais incrédulos, devem estar superpreocupados, porque eles não têm a certeza da salvação. Esses, sim, terão que se submeter aos chips ou a qualquer outro sistema de controle imposto pelo anticristo”, completou.


Na história da humanidade, as guerras sempre tiveram informações desencontradas e manipulação de dados como desencadeadores do combate. Imagine então o cenário mundial com todos os seres humanos acessíveis e prontos para serem manipulados. Quem tiver seus passos monitorados estará fragilizado, pois será alvo de manipulação e não terá como escapar dos olhos do anticristo.


“Quando a besta estiver reinando em todo o mundo, sob o domínio do anticristo, ela não dará opção para as pessoas”, reforça o bispo, alertando para a importância de buscar ter um encontro com Deus enquanto é tempo. A Bíblia ensina que “O mistério da iniquidade já opera e aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém.” (2Tessalonicenses 2:7) O “mistério da iniquidade” já é a besta. “Aquele que o detém” é o Espírito Santo. O nascido de Deus não tem do que se preocupar, mas quem não tem certeza de sua salvação, deve encarar os recentes avanços como um alerta de que não há mais tempo a perder.

domingo, 23 de junho de 2013

Não limite o seu potencial

A baixa autoestima pode causar insegurança e afetar a vida profissional, familiar e em sociedade. Saiba como reverter esse quadro

“Abaixa autoestima é provocada por uma avaliação negativa que a pessoa faz de si mesma. Muitas vezes os sentimentos vivenciados podem ser incapacitantes, impedindo que o indivíduo mostre o seu potencial. Por não acreditar em si mesmo, é comum perder oportunidades de trabalho e ter seu desempenho prejudicado”, explica a psicóloga Verônica Ribeiro.


O problema com a autoestima baixa, que afeta pessoas de todas as classes sociais, pode ter início após uma infância traumática, punições, situações estressantes, abuso, depressão, privações e o bullying - prática comum entre crianças e adolescentes na qual um deles é alvo de perseguições, piadas de mau gosto e até mesmo agressões.


Este foi o caso da atriz e cantora Demi Lovato, conhecida mundialmente pelas participações no filme “Camp Rock” e na série televisiva “Sunny entre Estrelas”, que devido aos xingamentos ouvidos na infância, enfrentou sérios problemas na juventude.


“Com 12 anos, eu sofria muito bullying, até chegar ao meu limite. Eles diziam que eu era gorda e feia. Não deveria ter escutado, mas eu guardava tudo aquilo e isso doeu bastante. Pensava que talvez nunca teria amigos”, disse a cantora, em entrevista à revista americana Seventeen.


Em função das constantes críticas recebidas pelos colegas de turma, Demi passou a ter problemas sérios como a bulimia, uma tentativa de se enquadrar aos padrões de beleza. Porém, apesar da perda de peso constante, a dor ainda a fazia se sentir inferior, e por isso, a cantora passou a se automutilar.


O ápice do sofrimento de Demi aconteceu em 2010, quando, aos 19 anos, agrediu uma de suas dançarinas durante turnê com o grupo “Jonas Brothers”. Neste momento, após os sucessivos problemas com autoestima, ela se internou numa clínica de reabilitação. “Quando finalmente saí, era como estar deixando a prisão”, desabafa Demi, que, afirma ter conseguido vencer a baixa autoestima após buscar ajuda profissional.


Causa e efeito


Assim como Demi, milhares de mulheres têm sofrido as consequências de uma autoestima baixa. Independentemente da razão, sentimentos de insegurança, incapacidade, ansiedade e frustração são sempre vivenciados por pessoas que enfrentam o problema, explica Verônica Ribeiro.



“A pessoa pode ter dificuldade nos relacionamentos afetivos e sociais, por receio de não ser aceita, acreditar não ser querida e achar-se incompreendida”, esclarece a especialista.


Durante muitos anos, a dona de casa Francicleide Medeiros, de 28 anos, sofreu com esse tipo de problema. Criada num ambiente familiar conturbado, ninguém acreditava em seu potencial, fator que a fez sair de casa muito jovem. “Por causa de tudo isso, me tornei uma pessoa impulsiva, com transtornos e alcoólatra. Andava relaxada na minha aparência para que nenhum homem me olhasse. Eu costumava fechar os olhos e falava a mim mesma: ‘Não sou forte, não sou capaz.’ Chorava dia e noite, e o álcool se tornou meu companheiro nesses momentos de dor”, recorda.


Sem jamais ter se valorizado como mulher, Francicleide conta que um momento foi decisivo para que descobrisse o seu potencial e olhasse para si mesma de forma diferente. “Eu tinha começado a buscar em Deus a solução para os traumas, quando fiquei sabendo da palestra ‘A Mulher V’. Os ensinamentos que ouvi ali foram um divisor de águas para mim. Aprendi o meu valor e tive uma visão ampla de tudo o me atingia. Saí muito feliz e hoje, graças a Deus, minha mente e pensamentos estão totalmente mudados”, assegura.