sábado, 22 de junho de 2013

Até 2015, Engenhão.

Com menos de 6 anos de uso, o Estádio João Havelange, no
 Rio de Janeiro, fica fechado por 18 meses para reformas estruturais
















Enquanto o Maracanã era reaberto com toda a pompa, o 

Estádio João Havelange, o Engenhão, permanecia 
“dormindo” desde março, no aguardo da decisão sobre o
 seu futuro: seguir de portas fechadas ou “acordar” 
para a alegria dos torcedores. Prevaleceu a primeira 
alternativa. No início deste mês, a Secretaria Municipal 
de 
Obras do Rio de Janeiro decidiu manter o local fechado 
até 
2015 para reparos. Em tempos de Copa das 
Confederações e Copa do Mundo, o Engenhão nem sequer 
verá a cor da bola.


Parece que o local nasceu mesmo para ser olímpico, pois 
voltará a funcionar às vésperas da Olimpíada de 
2016. A Prefeitura do Rio de Janeiro informou que não 
vai arcar 
com os custos da obra, mas notificará as empresas 
responsáveis pela construção do estádio – inaugurado em 
2007 para os jogos Pan-Americanos, ao custo de 
R$ 400 milhões.


Com menos de 6 anos, o Engenhão já 
amarga as consequências de um 
mau planejamento estrutural. “Diante da 
avaliação feita no local e dos laudos 
anteriores, chegamos à conclusão que o 
reforço imediato é imprescindível para 
que o estádio possa ser usado com níveis 
mínimos de segurança”, afirma o 
engenheiro Sebastião Andrade (foto ao 
lado), professor da PUC-RJ e um dos 
responsáveis pela comissão de avaliação do estádio.


O desuso do Engenhão não é o maior dos problemas, 
uma vez que a causa da interdição chega a assustar. De 
acordo com o relatório da empresa alemã SBP 
(Schlaich Bergermann und Partner), divulgado em 
março, a cobertura corria sérios riscos de desabamento. 
Com o Maracanã em obras à época, imagine um acidente 
como esse durante uma partida entre os times 
Flamengo e Fluminense, com direito a arquibancadas 
lotadas! Antes de o pior acontecer, o prefeito Eduardo 
Paes decidiu interditar o estádio.


Durante a coletiva de imprensa realizada para 
divulgar a necessidade da reforma, o engenheiro revelou 
que a inspeção feita flagrou diversas estruturas 
metálicas, incluindo grossas vigas de aço, totalmente 
retorcidas. “O arco se movimentou bastante. Ao se 
movimentar, arrastou consigo o tirante, que se curvou. Tudo 
tem causa no projeto. O arco tem que ser travado. Não 
pode acontecer nada disso. Possivelmente, essas 
concepções vêm todas do cálculo do projeto, desde o 
início”, explicou Andrade.


Segundo a comissão, houve deformação na estrutura 
metálica logo no início da obra, após a colocação dos arcos.

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